Integrar mineração ao meio ambiente é compromisso da MRN

Fabrícia Reges explica cada etapa do desenvolvimento das mudas. Foto: Divulgação/MRN
Em 2022, a empresa, por meio do seu Programa de Recuperação das Áreas Mineradas, reflorestou 362 hectares, o equivalente a cerca de 360 campos de futebol

Por Henrique Britto / Temple Comunicação

Essenciais para manutenção do equilíbrio ambiental, as florestas englobam os mais diversos ecossistemas e correspondem a 1/3 da superfície terrestre, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Só no Brasil, de acordo com o Sistema Nacional de Informações Florestais (Snif), a área florestal equivale a mais da metade do território nacional. Nessa vasta extensão verde, está a Floresta Nacional (Flona) de Saracá-Taquera, situada no oeste do Pará, entre os municípios de Terra Santa, Oriximiná e Faro, criada em dezembro de 1989.

Na Semana de Proteção às Florestas, a Mineração Rio do Norte (MRN) reforça o compromisso de cuidado com o meio ambiente, realizando um intenso trabalho de recuperação de áreas mineradas. No ano passado, a empresa reflorestou 362 hectares, o equivalente a aproximadamente 360 campos de futebol.

Há mais de 10 anos atuando como auxiliar operacional no Viveiro Florestal da MRN, Américo Tavares está entre os responsáveis pela consolidação deste compromisso. O dia a dia entre as pequenas mudas – que em pouco tempo se tornarão árvores robustas – tem para ele um significado especial. “Cuidar desse viveiro é um privilégio. Para mim, trabalhar aqui é um orgulho por cuidar delas e prepará-las para, na época do reflorestamento, já estarem selecionadas”, garante.

Américo Tavares se diz orgulhoso no cuidado com as mudas. Foto: Divulgação/MRN

Tavares recorda que, durante as primeiras experiências na MRN, também teve a oportunidade de atuar diretamente no reflorestamento dos platôs. Hoje, ao visitar os locais que já passaram pelo processo de replantio, se diz satisfeito ao ver os frutos sendo, literalmente, colhidos. “Quando voltei e vi a área reflorestada, fiquei muito emocionado ao lembrar que aquelas árvores, que começaram tão pequenas, já estão enormes e dando frutos”, relata o auxiliar.

Cuidado em todas as fases

Com capacidade de produção de até 1 milhão de mudas, é no Viveiro Florestal que germina o processo de reflorestamento da MRN. Dividido entre beneficiamento e triagem de sementes, preparo do substrato, entre as sementeiras e berçários, o trabalho exige atenção em cada detalhe.

“Até que as mudas estejam maduras o suficiente para serem alocadas na área de reflorestamento, elas passam por todo um cuidado. Da germinação, elas passam para a etapa de repicagem, quando colocamos a plântula, o primeiro estágio da planta depois que brota da semente, da sementeira num saquinho. Aí inicia a etapa de aclimatação, quando transportamos as mudas de um espaço para outro. Em seguida, passamos para a seleção e, por último, a rustificação, quando elas são deixadas a pleno sol para se adaptarem à realidade que elas terão nas áreas de mina”, explica a engenheira florestal da MRN, Fabrícia Reges.

“É um grande desafio, mas poder acompanhar o crescimento delas é uma extrema felicidade. Quando visito as áreas que já passaram pelo processo de reflorestamento, sinto como se as árvores nunca tivessem saído dali. É maravilhoso ver a presença da fauna e até colher frutos maduros, com a castanha-do-pará”, complementa a engenheira.

Raízes do futuro

Um dos espaços do Epifitario. Foto: Divulgação/MRN

A MRN possui mais de 15 iniciativas na força-tarefa dos cuidados com o meio ambiente, incluindo o Epifitário, que faz parte do Programa de Resgate, Salvamento, Multiplicação e Reintrodução de Flora. Ao lado do Viveiro Florestal, o espaço abriga diferentes espécies de epífitas que são aquelas plantas que vivem sobre outras sem causar qualquer tipo de prejuízo, como orquídeas e bromélias, por exemplo. É nele que os espécimes resgatados nas áreas de supressão da vegetação para a mineração são acondicionados para desenvolvimento e só então são reintroduzidos em áreas reflorestadas mais antigas.

Talita Godinho, Analista Ambiental responsável pelo Epifitário, explica que o espaço “Funciona como um Banco de Germoplasma, com espécies de epífitas provenientes de diferentes tipologias florestais que, acabam virando fonte de reprodução, contribuindo para a conservação delas no meio ambiente. Ao mesmo tempo, é um espaço onde também promovemos ações de educação ambiental, onde recebemos os comunitários, os moradores da vila de Porto Trombetas e temos a oportunidade de explicar qual o papel delas para a conservação da biodiversidade”.

Investimento

Extensão de área reflorestada pela MRN na década de 1980. Foto: Arquivo/MRN

A MRN investe no reflorestamento de áreas mineradas de bauxita alinhadas a pesquisas de apoio ao desenvolvimento econômico da região. O Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) busca promover a recomposição vegetal para restaurar as áreas mineradas, deixando o ambiente o mais próximo possível de sua estrutura e funcionalidade originais. Em 2022, o trabalho resultou no plantio de 492 mil mudas de 101 espécies nativas em áreas mineradas, todas produzidas no viveiro Florestal da empresa e envolvendo 70 trabalhadores das comunidades vizinhas, além da aquisição de 5,4 toneladas de sementes destas.

“Além do legado técnico no desenvolvimento da ação de reflorestamento, a empresa tem atuado com estudos para o enriquecimento econômico da floresta replantada, sem romper com os equilíbrios naturais. Os estudos são para que essas espécies sejam plantadas de maneira diferenciada, com o objetivo de oferecermos para as comunidades, alternativa econômica planejada”, pontua Marco Antonio Fernandez, gerente geral de Licenciamento e Controles Ambientais da MRN.

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