Às vésperas da COP30: quais iniciativas socioambientais podem representar as capitais da Amazônia?

Gestões municipais têm buscado reforçar suas credenciais sustentáveis para o encontro climático, mas o ritmo varia de cidade para cidade

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP), também conhecida como Conferência das Partes, realizará, entre 10 e 21 de novembro, a sua 30ª edição em Belém, no Pará. Sob o olhar de líderes globais, governos, empresas e organizações da sociedade civil, as nove capitais da Amazônia Legal se veem diante de um desafio duplo: implementar medidas concretas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, mostrar resultados capazes de inspirar outras cidades do planeta. 

Nos últimos meses, as prefeituras vêm anunciando ou intensificando programas com foco na pauta ambiental. Mas nem todas avançam no mesmo compasso. Enquanto algumas já têm projetos prontos para exibição na Conferência, outras ainda ensaiam passos iniciais ou evitam detalhar seus planos, sinalizando que, quando se trata de compromissos e realizações por um protagonismo ambiental, a Amazônia ainda se encontra desigual. 

A revista PIM Amazônia reúne, a seguir, algumas das principais iniciativas ambientais realizadas nos últimos meses pelas prefeituras das nove capitais da Amazônia Legal, destacando projetos que vão desde ações de preservação e recuperação de áreas verdes até investimentos em infraestrutura sustentável, inovação tecnológica e adaptação às mudanças climáticas. 

BELÉM (PA) 

Uma das iniciativas da anfitriã, Belém, é a integração de sistemas de tratamento de efluentes naturais, os chamados “wetlands” ou “jardins filtrantes”, no Parque da Cidade e na Nova Doca. No Parque da Cidade, dois sistemas verticais podem tratar entre 22 e 118 m³ de efluentes por dia, volume suficiente para atender até 2.800 pessoas, usando plantas como chapéu-de couro, helicônia-papagaio e papiro, sem necessidade de produtos químicos ou energia elétrica intensa, e com baixa demanda de manutenção. A Nova Doca incorpora tecnologias similares, com wetlands flutuantes, jardins de chuva e biovaletas, reforçando a purificação natural da água em um complexo urbano revitalizado.

Aliado a isso, a cidade se transformou em um grande laboratório verde e urbano, com cerca de 90 quilômetros de vias recuperadas em 32 bairros e distritos, obras de macrodrenagem, saneamento, iluminação, implantação de ciclovias, conectividade digital e mobilidade acessível, todas com visão de legado sustentável para além da COP. Essas intervenções não apenas melhoram a circulação e a infraestrutura urbana, mas também promovem resiliência hídrica e inclusão social. 

Outro marco foi a requalificação sustentável do Mercado de São Brás, inaugurada em dezembro de 2024 com recursos de R$ 150 milhões (sendo R$ 60 milhões da Prefeitura e R$ 90 milhões da Itaipu). O espaço histórico foi transformado em polo de cultura, gastronomia e economia criativa, valorizando o patrimônio amazônico, com acessibilidade, sustentabilidade e integração social.

 Em junho, a Prefeitura de Belém firmou um protocolo de intenções, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com o Governo do Pará, para a execução do Plano Municipal de Arborização Urbana, que prevê o plantio de até 200 mil árvores (sem especificar um prazo) em ruas, praças, parques e canteiros da capital. A gestão municipal ficará responsável por coordenar o mapeamento das áreas prioritárias, definir as espécies nativas mais adequadas, organizar mutirões comunitários de plantio e garantir a manutenção e reposição das mudas. O plano também inclui a criação de corredores verdes interligando áreas já arborizadas, de forma a melhorar o microclima urbano, reduzir ilhas de calor, aumentar a permeabilidade do solo e contribuir para o controle de alagamentos.

BOA VISTA (RR) 

Entre as ações que Boa Vista apresentará à COP30, está o Centro de Compostagem de Resíduos Orgânicos, o CentroBV, inaugurado em abril de 2024. Desde então, em parceria com Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI Brasil), mais de 2.500 toneladas de resíduos orgânicos, tais como restos de alimentos e podas, foram recebidas desde a inauguração do Centro, resultando na produção de 273 toneladas de composto de alta qualidade, utilizado na agricultura familiar local. A iniciativa beneficia famílias atendidas pelo Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio (PMDA), que utilizam o adubo para enriquecer suas lavouras e aumentar a produtividade agrícola. A gestão e operação do CentroBV está sob responsabilidade da Associação Amazônia Ecologia Integral. 

Outro avanço foi a implantação de ecopontos no bairro Cidade Satélite e Nova Cidade, em 2024, incentivando o descarte correto de resíduos. Esses locais de entrega voluntária recebem materiais como entulho da construção civil, móveis usados, resíduos de podas e jardinagem, além de papel, papelão, plásticos, vidros e metais. Os ecopontos funcionam de terça a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h. Desde o início da operação, já foram recebidos 55.460 quilos de resíduos. Cada cidadão pode se cadastrar e descartar gratuitamente até 1 m³ por mês. 

A Prefeitura também implantou a coleta seletiva nos prédios públicos e escolas municipais, com recolhimento às quintas e sextas-feiras. Servidores e estudantes receberam capacitação sobre a separação adequada e o descarte correto dos resíduos, em uma ação que uniu a comunidade escolar, cooperativas e associações. Entre janeiro e maio de 2025, aproximadamente 41.300 quilos de materiais foram coletados. 

Todas essas iniciativas estão integradas ao Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, criado pela Lei Municipal 2004/2019, que estabelece diretrizes para o gerenciamento adequado da deposição e destinação de resíduos na capital, com ênfase na coleta seletiva e na reciclagem.

CUIABÁ (MT) 

Uma das ações mais expressivas da capital mato grossense foi o lançamento do projeto “Uma Cuiabá sem Queimadas”, em junho, coordenado pela Defesa Civil Municipal em parceria com o Corpo de Bombeiros e diversas secretarias. A estratégia atua nas frentes de prevenção, educação, operação e responsabilização, com foco especial em comunidades rurais, como a Lagoa Azul, onde moradores receberam capacitação prática para o combate a incêndios e orientações sobre os riscos das queimadas para a saúde, o meio ambiente e a economia local. 

No âmbito educativo, a Prefeitura iniciou o projeto Escola Lixo Zero em uma instituição no bairro São João Del Rei. A iniciativa incluiu peças teatrais, distribuição de gibis educativos sobre reciclagem e prevenção à dengue, promovendo conscientização ambiental entre alunos da rede pública. 

A Prefeitura também celebrou um Acordo de Cooperação Técnica com o Governo do Estado em junho. Esse acordo, registrado como nº 0297/2025, delega à cidade a competência para licenciar e fiscalizar 35 tipos de atividades com impacto ambiental local (como loteamentos urbanos, condomínios, estações de tratamento, postos de combustível, entre outros) com suporte técnico, treinamento e supervisão por parte da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. 

No início de agosto, a Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb) intensificou seus serviços em 20 regiões da cidade. As ações envolveram capinação, roçagem, varrição, pintura de meios-fios, remoção de bolsões de lixo e manutenção da iluminação pública em diversos bairros como Osmar Cabral, Jardim União, Parque Universitário e Novo Paraíso.

MACAPÁ (AP) 

Ação notável no ano de 2024, Macapá inaugurou, com área total de 15.757,40 m², o Parque Urbano Horto Municipal, concebido  para preservar áreas de várzea e ampliar a cobertura vegetal em meio ao crescimento urbano. O projeto priorizou a manutenção das árvores já existentes e promoveu o plantio de quase 200 novas mudas. O espaço é multifuncional, aliando lazer, turismo ecológico e educação ambiental, a partir do desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre espécies presentes na flora amazônica. 

Em janeiro de 2025, a Prefeitura de Macapá manteve suas ações voltadas à ampliação de áreas verdes, ao dar início ao programa “Macapá Mais Arborizada”, com a meta de plantar 10 mil mudas em todo o município, metade distribuída gratuitamente à população e a outra metade destinada ao plantio em áreas públicas como praças, ruas e parques. A ação começou em fevereiro com o plantio de 40 mudas de espécies como flamboyant amarelo, ipê rosa e amarelo, pau-brasil e moringa, em pontos estratégicos de quatro bairros: Claudomiro de Moraes, Jacy Barata, Miracema e Terra Nova. 

O plano segue em curso ao longo de 2025, permitindo que os moradores retirem suas mudas no Horto Municipal, onde também recebem orientações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente sobre práticas adequadas de plantio e cuidados contínuos para garantir o desenvolvimento das árvores.

MANAUS (AM) 

Em Manaus, uma das principais frentes é a atualização de instrumentos jurídicos como o Plano Municipal de Saneamento Básico, o Código Ambiental e o Plano Municipal de Riscos. Além disso, a cidade apresentará o seu primeiro Plano de Adaptação às Mudanças Climáticas. 

A revisão desses documentos garante respaldo técnico e legal para as ações municipais. O Plano de Saneamento Básico, por exemplo, substituirá o atual documento, elaborado há mais de 10 anos. Pela primeira vez, Manaus terá um planejamento de saneamento estruturado em quatro eixos: abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e resíduos sólidos, e drenagem e manejo de águas pluviais. O Trata Bem Manaus também será levado à COP30, como o maior programa de coleta e tratamento de esgoto do Brasil, com metas de universalização pactuadas até 2033. 

O município também levará à Conferência o maior projeto de arborização urbana da cidade, que já resultou no plantio de mais de 40 mil mudas em pouco mais de quatro anos, contribuindo para reduzir as ilhas de calor e melhorar a qualidade do ar.

Outro ponto central será a gestão de resíduos. A limpeza da cidade exige estratégias tanto em terra firme quanto nas águas. As ecobarreiras, por exemplo, já evitaram que mais de 900 toneladas de resíduos chegassem ao Rio Negro. Essa iniciativa soma-se a outras ações que buscam consolidar uma cultura de coleta seletiva e reciclagem, como a Coleta de Grandes Objetos, a Coleta Seletiva Porta a Porta e os Pontos de Entrega Voluntários (PEVs), instalados em mais de 40 supermercados da cidade. 

Como parte desse avanço, Manaus vai inaugurar em breve o seu primeiro Ecoponto, estrategicamente instalado na zona Leste para incentivar a reciclagem em bairros e comunidades que necessitam de maior atenção. Esse trabalho resulta da gravimetria dos resíduos urbanos, atualizada em junho de 2025, que passa a direcionar com maior assertividade a gestão, sobretudo dos recicláveis. 

Manaus também aproveitará o evento para se apresentar como a primeira capital do país a firmar uma parceria público-privada para o tratamento dos resíduos sólidos urbanos. O projeto prevê a implantação de uma Central de Valorização e de Transbordo, a profissionalização dos catadores e um aumento significativo no reaproveitamento de recicláveis.

PALMAS (TO) 

A Fundação Municipal de Meio Ambiente de Palmas (FMA) informou que, durante a COP30, espera assinar um contrato com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), para viabilizar o Jardim Botânico de Palmas, o Horto Florestal, a Escola de Educação Ambiental, a sede da FMA, e a implantação da Avenida Parque Teotônio Segurado. O processo está em andamento e deverá ser definido em setembro. 

De acordo com o Decreto nº 2.714/2025, que destina formalmente áreas específicas para a implantação do Jardim Botânico de Palmas. Essas áreas, identificadas como quadras AVSO 21, 31 e 20, foram oficializadas como futuras Áreas Verdes Urbanas no planejamento da capital, cabendo à FMA a condução de estudos técnicos, projetos e dotação orçamentária para implantação.

O texto também faz referência à adaptação do Horto Florestal de Palmas, ressaltando a instituição da categoria de Área Verde Urbana com a delimitação de local físico na cidade. 

O CAF vem aprovando financiamentos e planos estratégicos importantes para a América Latina. Em dezembro de 2024, por exemplo, aprovou um fundo de US$ 2,478 bilhões para apoiar projetos sustentáveis em diversos países, incluindo o Brasil.

Em junho, Palmas entregou a primeira etapa do Parque dos Pioneiros, localizado na região Sul da capital. A obra integra o programa Palmas Mais Resiliente e foi projetada para ser um espaço urbano de referência nacional, tanto que já recebeu reconhecimento como modelo replicável para outras cidades brasileiras. Com previsão de beneficiar diretamente mais de 60 mil moradores, o parque combina áreas de lazer, convivência comunitária, práticas esportivas e preservação ambiental. Além da valorização do espaço urbano, o projeto contribui para o equilíbrio microclimático e para a ampliação da cobertura verde da capital. 

No campo energético, Palmas implantou cinco usinas solares fotovoltaicas municipais, com 8.110 painéis distribuídos em equipamentos públicos estratégicos, como o Parque do Povo e feiras municipais. A geração própria vai proporcionar uma economia superior a R$ 5 milhões por ano, reduzindo custos da máquina pública e as emissões de carbono associadas ao consumo de energia elétrica.

PORTO VELHO (RO) 

A Prefeitura de Porto Velho já confirmou que chegará à COP30 com perspectivas cruciais ligadas às suas vulnerabilidades e potencialidades. Como única capital incluída nos municípios prioritários do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), a cidade reforça sua presença no debate sobre o futuro da floresta e das populações que dela dependem. 

Desde janeiro, a capital implementa a “Operação Inverno 2025”, organizada pela Defesa Civil, com foco na prevenção e resposta rápida a desastres provocados por chuvas intensas, como inundações, quedas de raios, vendavais e deslizamentos. Com um Plano de Contingência em fase de conclusão, a Prefeitura mapeou áreas de maior risco, mobilizou equipes de campo e planeja remoções preventivas de famílias em regiões como Nova Califórnia e Extrema. 

Além da resposta emergencial, Porto Velho anunciou uma estratégia integrada de desenvolvimento urbano, alinhada ao saneamento, mudanças climáticas e preservação ambiental. O plano prevê a criação de zonas urbanas protegidas, garantindo desmatamento ilegal zero e promovendo a recuperação de Áreas de Preservação Permanente e de reserva legal, com incentivo ao manejo florestal sustentável. Também contempla a implantação de projetos agroflorestais nas várzeas do rio Madeira, que valorizam os modos de vida ribeirinhos e geram renda de forma ambientalmente responsável. A arborização urbana será ampliada como estratégia de conforto térmico e resiliência, enquanto um conjunto de medidas climáticas busca reduzir riscos ligados a enxurradas, erosões e alagamentos. 

Essa visão combina floresta e cidade, saúde e dignidade, com ações como a recuperação de igarapés, o cuidado com a orla do Madeira e a integração da comunidade local na construção de soluções sustentáveis. O suporte da Defesa Civil evita tragédias e deslocamentos forçados, especialmente em áreas carentes. A arborização e o saneamento reduzem o calor extremo e melhoram a qualidade do ar, beneficiando diretamente famílias de baixa renda. Já o incentivo à  agrofloresta e ao extrativismo fortalece a economia local e preserva saberes tradicionais, promovendo inclusão territorial e valorizando culturas ameaçadas.

RIO BRANCO (AC) 

Rio Branco lançou, em junho, o Portal Guardião Ambiental, uma plataforma digital que permite à população registrar e acompanhar denúncias de queimadas e outras irregularidades ambientais com mais agilidade e transparência. A ferramenta substitui o sistema anterior via WhatsApp e reforça a participação comunitária no monitoramento ambiental.

 A capital firmou ainda uma parceria com o Governo do Acre por meio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com vigência de 24 meses. O objetivo é compartilhar mudas dos viveiros municipais e estaduais para ações de reflorestamento, arborização urbana, recuperação de áreas degradadas e paisagismo.

 Durante o Fórum das Cidades Amazônicas, em novembro de 2024, a Prefeitura também apresentou projetos com potencial representativo na COP30. Entre eles, a Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos (Utre), projetada para destinação sustentável de desperdícios, com compostagem de resíduos orgânicos, triagem de plásticos e armazenamento de pneus; o programa habitacional 1001 Dignidade, que oferece moradias construídas com madeira reaproveitada a famílias que vivem em áreas de risco; além do Parque Capitão Ciríaco, o único seringal urbano do mundo, e o Parque Chico Mendes, que conquistou o selo Good Travel Destinations por sua gestão sustentável. 

SÃO LUÍS (MA) 

Uma das ações-destaque recentes de São Luís foi o lançamento do Plano Municipal de Arborização, desenvolvido em parceria com a Universidade Estadual do Maranhão (Uema). O plano inclui um mapeamento completo das árvores existentes na cidade, tombamento das espécies mais significativas e uma ampla campanha de arborização urbana, sendo a primeira política planejada de verde urbano na capital maranhense. 

Em junho, foi inaugurado o sistema de compostagem orgânica no Centro Ambiental da Ribeira, parte do programa Recicla São Luís. Resíduos de feiras, como frutas, verduras e podas, são transformados em adubo em ciclos de até 180 dias, com 40 toneladas já entregues à agricultura familiar, promovendo economia local e sustentabilidade urbana. 

Complementando as iniciativas, a Prefeitura abriu, entre junho e agosto, o novo ciclo de adesão ao Programa Escola Sustentável, que certifica escolas públicas e privadas que adotam práticas socioambientais. Instituído pela Lei Municipal nº 6.945/2021, o programa estimula ações como uso consciente de água e energia, coleta seletiva, hortas escolares e oficinas com materiais recicláveis, fortalecendo a educação ambiental e envolvendo diretamente a comunidade escolar na construção de hábitos sustentáveis.

Fonte: da redeção com informações das assessorias


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