Consumo de energia bate recorde no Brasil

Onda de calor registrada em várias partes do país fez com que, pela primeira vez na história, a carga do Sistema Interligado Nacional superasse a marca de 100 mil megawatts
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Da Redação, com informações da Agência Brasil

A onda de calor que vem atuando sobre vários estados brasileiros também elevou significativamente o consumo de energia no Brasil. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou na segunda-feira, 13, um novo recorde na demanda instantânea de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) – às 14h40 (horário de Brasília), foi atingido o patamar de 100.955 megawatts (MW). Foi a primeira vez na história do SIN que a carga superou a marca de 100 mil MW. O recorde anterior era de 97.659 MW, medido em 26 de setembro deste ano.

No momento em que o novo patamar foi registrado, o atendimento à carga era feito por 61.647 MW de geração hidráulica (61,1%), 10.628 MW de geração térmica (10,5%), 9.276 MW de geração eólica (9,2%), 8.506 MW de geração solar centralizada (8,4%) e 10.898 MW de geração solar proveniente de micro e mini geração distribuída – MMGD (10,8%).

O Rio de Janeiro tem sido um dos estados mais afetados pelas altas temperaturas. Às 9h15 desta terça-feira, 14, a capital carioca registrou a maior sensação térmica desde 2014, de 58,5 graus Celsius (°C). A medição foi feita pela estação do serviço municipal de meteorologia Alerta Rio em Guaratiba, na zona oeste da cidade. No momento, os termômetros marcavam 35,5°C.

Sensação térmica no Rio de Janeiro chegou a 58,5°C nesta terça-feira. Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

A onda de calor chegou em uma época do ano em que, normalmente, a estação chuvosa já está estabelecida e em que as nuvens funcionam como uma espécie de controle das temperaturas. A ausência dessa defesa, segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Anete Fernandes, potencializa os efeitos do fenômeno climático.

Alerta de grande perigo – As altas temperaturas em boa parte do país levaram o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a ampliar, na segunda-feira, 13, o alerta de “grande perigo” de 6 para 15 estados e o Distrito Federal (DF). O Inmet também ampliou o tempo de validade do alerta, que antes era até quarta-feira, para até esta sexta-feira, 17.

O Inmet explica que, normalmente, um alerta vermelho, é emitido quando há “grande probabilidade de ocorrência de danos e acidentes, com riscos para a integridade física ou mesmo à vida humana”, em razão da ocorrência quando de um fenômeno meteorológico de “intensidade excepcional”.

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