Carnaval na Floresta gera 20 mil empregos em Manaus

Costureiras, artesãos, produtores de adereços e outros, estão envolvidos no processo criativo da festa popular
Raimunda Pantoja, costureira - Foto: Arthur Castro/Secom

O Carnaval é um período que vai muito além de festa e folia. Em Manaus, representa também trabalho, renda e sustento para mais de 20 mil fazedores de cultura, dentre eles, em média, 10 mil artesãos envolvidos no preparo de alegorias e fantasias. O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, impulsiona o desenvolvimento econômico dos trabalhadores culturais nas comunidades com os recursos destinados às escolas de samba.

Nos barracões das agremiações, trabalham diversos profissionais, de corte e costura, artesanato, produtores de adereços entre outros. A maioria vive e constituiu família na comunidade de origem da escola de samba.

O secretário de Cultura, Marcos Apolo Muniz, assinala que festividades como o Carnaval garantem a movimentação da economia criativa e alcançam produtores culturais dentro das comunidades.

“Investir no Carnaval oportuniza inúmeros empreendedores, artistas locais e artesãos, que contam com esse período para aumentar a renda. Neste ano, a festa vai gerar mais de 20 mil postos de trabalho, o que, além de envolver toda a comunidade, reforça a identidade da cultura amazonense em uma das principais festas do estado”, afirma o secretário.

A costureira Raimunda Pantoja, de 54 anos, atua na escola de samba Mocidade Independente de Aparecida e conta que já trabalhou em diversas agremiações ao longo dos anos. Para ela, o Carnaval representa uma paixão que vem de família e a principal fonte de renda.

“Trabalhar no Carnaval é uma grande fonte de renda, realmente uma ajuda financeira. Nessa época conseguimos manter as despesas do ano, consigo envolver outras pessoas no processo de produção, e elas lucram com isso também”, comenta Raimunda.

“Nós vivemos nesse meio de coração aberto e tenho muito orgulho do que eu faço. Minha vida inteira é baseada no Carnaval, na folia. Hoje, a minha família está toda envolvida com festivais na capital e interior”, acrescenta a costureira.

Amor e ofício

Lúcia do Carmo, artesã – Foto: Arthur Castro/Secom

A artesã Lúcia do Carmo, 53, enfatiza que o trabalho artesanal, durante o Carnaval, garante ganho financeiro e, além disso, representa bem-estar e amor.

“Eu trabalho por amor à escola e também porque preciso, representa um ganho financeiro. Esse trabalho para mim é uma terapia, me anima, ocupa meu tempo e tira o estresse do dia a dia. Eu gosto de coração de trabalhar com fantasia de Carnaval”, diz a artesã, que trabalha há 15 anos na escola Reino Unido da Liberdade.

Pedro Batista, artesão – Foto: Arthur Castro/Secom

A data também reforça o orçamento do artista Pedro Batista, 53, que trabalha há 14 anos com produções culturais e artesanato.

“O Carnaval gera emprego e renda para quem trabalha com artesanato. É uma data que aguardamos ansiosos e, com certeza, aumenta nossa renda”, diz o artista.

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