Manaus: Rio Negro volta a ficar acima dos 17 metros

Foi a primeira vez em quase três meses que as águas ultrapassaram esta medida, resultado da seca histórica que atingiu todos os municípios do Amazonas
Foto: Alex Pazuello/ Secom/AM

Da Redação, com informações do g1 AM

Após retomar o processo de cheia, no fim do mês passado, nesta quinta-feira, 21, o Rio Negro também voltou a registrar o nível acima de 17 metros. A medição é feita pelo Porto de Manaus, que informou ter registrado a marca de 17,14 metros nesta quinta. As águas estavam abaixo desta medida desde o dia 25 de setembro, um dos efeitos da seca prolongada que atingiu todos os 62 municípios do Amazonas.

Marco negativo – Em 16 de outubro passado, o Rio Negro atingiu o preocupante nível de 13,59 metros. A situação seguiu piorando até que, pela primeira vez em 121 anos, as águas ficaram abaixo dos 13 metros.

Como efeito da seca histórica, no Centro e na Zona Oeste de Manaus, o Rio Negro se afastou da cidade. Na Zona Leste, dois lagos secaram totalmente.

Porto de Manaus em 23 de outubro deste ano, quando o nível do Rio Negro estava em queda. Foto: William Duarte/ Rede Amazônica

Ainda em setembro a navegação começou a ser afetada e os navios só retomaram a rota na semana passada, aproveitando o bom nível e a tendência de subida do rio.

A estiagem teve inúmeros impactos econômicos, sociais e ambientais não apenas no Amazonas, que sentiu os efeitos por mais tempo, mas também em vários outros estados da região, o que levou o governo federal a tomar várias medidas contra os efeitos da seca, incluindo o pagamento de um auxílio emergencial a pescadores artesanais do Acre, Amazonas, Amapá e Pará. O auxílio foi concedido agora em dezembro, em parcela única, no valor de R$ 2.640

A seca que atingiu a região amazônica em 2023 é considerada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) como a pior dos últimos 43 anos.

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