Parque Nacional de Anavilhanas ganha mapas tridimensionais geoturísticos

O estudo fomentado pela Fapeam apresenta acervo de interesse geológico, científico, turístico e educativo
Foto: Acervo Maria da Gloria Motta Garcia

Produzir modelos tridimensionais de áreas do Parque Nacional de Anavilhanas, que possuem grande relevância para o ensino e pesquisa científica e, ainda, potencial para a prática do turismo sustentável, a qual podem ser inseridos em passeios virtuais panorâmicos 360º para o acesso pela internet a pessoas de qualquer parte no Brasil é o que pretende o projeto apoiado pelo Governo do Estado, fomentado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). 

Ao todo, um acervo de 10 modelos 3D, 117 vídeos e 37 fotografias panorâmicas de 30 diferentes pontos de interesse geológico, com valor científico e relevância turística e educativa foram produzidos na pesquisa.  

De acordo com o coordenador do estudo, o doutor em Geologia Regional, Raimundo Humberto Lima, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), entre os locais percorridos pelos pesquisadores no Parque Nacional de Anavilhanas estão a praia do Camaleão, a pedra da Balsa, as grutas do Madadá, a trilha do Apuaú e entre outros. 

“Como estratégia na interpretação e divulgação dos sítios da geodiversidade e do patrimônio geológico, serão elaborados produtos de divulgação e educativos, composto por passeio virtual panorâmico 360º e modelos 3D; mapa geoturístico organizado na plataforma Google My Maps; conteúdos interpretativos para painéis, dentre outros”.  

Foto: Acervo Maria da Gloria Motta Garcia

Conhecimento geológico

Um dos principais objetivos do projeto é divulgar, transmitir conhecimento e informações sobre a geodiversidade e o contexto geológico da região do Parque Nacional de Anavilhanas. 

Segundo o pesquisador, o Amazonas possui vocação geoturística em virtude de sua rica biodiversidade, que contém uma série de locais considerados de interesse ecológico e geocientífico. 

Desta forma, o estudo tem potencial para incluir o estado na vanguarda do conhecimento científico da geoconservação, pois a metodologia aplicada na pesquisa servirá como base para outras iniciativas dentro do território amazônico. 

Foto: Acervo Maria da Gloria Motta Garcia

Equipe e apoio

A pesquisa intitulada “Potencial geoturístico do Parque Nacional de Anavilhanas (AM) e seu entorno: subsídio ao uso sustentável do meio natural” conta com a participação de dez pesquisadores da Ufam, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade de Campinas (Unicamp), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). 

Iniciada em 2022, a previsão atual é que a pesquisa seja finalizada em 2023. Para o doutor Raimundo Humberto, por diferentes motivos o suporte financeiro da Fapeam permitiu o início e andamento da pesquisa. 

“O apoio da Fundação está sendo fundamental no nosso projeto, pois os recursos financeiros foram imprescindíveis em trabalhos de campo, no aluguel de voadeiras, diárias de pesquisadores e passagem aéreas, como também na aquisição de equipamentos e softwares para compor o laboratório de sensoriamento remoto do departamento de geociências da Ufam”.  

Anavilhanas

Localizado em parte dos municípios de Manaus, Iranduba e Novo Airão, o Parque Nacional de Anavilhanas é uma Unidade de Conservação (UC) integral, que abrange por volta de 400 ilhas, sendo gerenciado pelo ICMBIO/NGI Novo Airão.  

Foto: Acervo Maria da Gloria Motta Garcia

Biodiversa 

O estudo é amparado pelo edital Nº 007/2021 do Programa Biodiversa, da Fapeam, que apoia propostas de pesquisa científica, tecnológica e/ou de inovação, ou de transferência tecnológica, coordenadas por pesquisadores residentes no estado do Amazonas, vinculados às instituições de pesquisa ou ensino superior ou centros de pesquisa de natureza pública ou privada sem fins lucrativos, voltadas para caracterização, conservação, restauração, uso sustentável do meio ambiente e exploração sustentável da diversidade amazônica, com vistas à produção de conhecimentos que contribuam para o enfrentamento dos problemas ambientais amazônicos e subsidiem a formulação de políticas públicas de conservação ambiental no Amazonas. 

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